quarta-feira, agosto 19

Encontro de Jovens de terreiros e a busca pelo direito a fé

Será realizado no Terreiro Unzó Tateto Lembá, Camaçari, no próximo dia 22 de Agosto, das 8h às 17 horas, mais uma edição do Orooni, Encontro da Rede Jovem de Candomblé, que dessa vez, trará como tema “A luta pelas garantias dos direitos e a liberdade”, denominado Orooni Nkosi/Ogum. Nkosi é uma Hamba ( Deidade/Divindade) do panteão da cultura Bantu Bakongo (Congo), com domínio dos caminho e estradas e dos ferros, Nkosi significa Leão no idioma kikongo, tem grande ligação com o campo, agricultura e além disso é o grande defensor das causa sociais, sendo um incansável batalhador. Para os Angolanos, a divindade dos ferros e dos caminhos é Hoxi ou Hoji, (em Kimbundo) que também significa Leão. Hoxi ou Hoji é conhecido na África angolana, como o “Leão devorador”.
O Orooni Nkosi trará para uma grande roda de diálogo o Tata de Nkisi, Tata Ricardo Tavares, do Unzó Tateto Lembá, que abordará aspectos cotidianos da luta contra a intolerância religiosa: “Nossa Luta diária contra o ódio e a intolerância religiosa”.
A roda de diálogos terá ainda a participação de João Jorge Rodrigues, Presidente do Olodum, advogado e Mestre em Direito Público, que fará uma abordagem histórica e reflexiva sobre a Revolta de Búziose as relações sócio-políticas com a contemporaneidade. “O exemplo e os efeitos da Revolta de Búzios em nosso cotidiano”.
Fechando o ciclo de debates, Sérgio São Bernardo, doutorando em Difusão do Conhecimento-UFBA, Mestre em Direito Público pela Universidade de Brasília/UNB (2007) e que atualmente exerce o cargo de Coordenador Executivo de Políticas de Igualdade Racial da SEPROMI-Bahia, contribuirá com o tema: “O estatuto da Igualdade Racial e os mecanismos institucionais que auxiliam na luta cotidiana”, destacando para as ferramentas de empoderamento do povo negro nas disputas de poder e combate ao ódio e intolerância.
O Encontro trará também uma exposição fotográfica de Ademir Borges intitulada “da jóia ao transe” seu trabalho registra momentos indescritíveis tradição da cultura de matrizes africanas. Expositores, afro-empreendedores e artistas autônomos também se farão presentes no Orooni, expondo seus trabalhos num espaço denominado feira étnica.

sexta-feira, julho 17

Oficina de comunic’ação oportuniza juventude local


A oficina de comunicação e produção de jornal comunitário proposta pela SUPIR, Superintendencia de Promoção da Igualdade Racial SEJUT, Secretaria de Juventude e Trabalho e SAE, Secretaria de Ações Estratégicas se consolidou como uma importante  iniciativa no programa Cuidado do Seu Bairro, realizado de 13 a 18 do corrente mês no Loteamento Jardim Talismã.  A ação proporcionou momentos importantes permitindo que a comunidade interagisse com secretários sobre os diversos temas da administração pública. 

‘A comunicação liberta e empodera às comunidades. Informação é um bem muito precioso. Proporciaonar a condição necessária para que a comunidade possar produzir seu próprio conteúdo informativo é concerteza uma política revolucionária. vamos estender a ação para outras comunidades’ afirma Ricardo Andrade, coordenador da oficina.

O vice prefeito Bebel Carvalho em conversas com os alunos da oficina, garantiu 20 bolsas do curso de  webdesigmer no SENAI para que os participantes da oficina possam dá continuidade ao informativo produzido na oficina.

quinta-feira, julho 9

Câmara dos deputados do Chile aprova lei que descriminaliza maconha,


Com boa margem de votos (68 a favor, 39 contra e 5 abstenções), a Câmara dos Deputados do Chile reconheceu, hoje, que a regulamentação do consumo e do autocultivo da maconha é a melhor solução para os problemas decorrentes do tráfico de drogas. 
Após alterações no texto, ainda faltará a aprovação do Senado para que, por fim, a regulamentação vire lei.
"Podemos negar que, quando os jovens usam maconha pode e não podem cultivá-la devem recorrer ao tráfico para comprá-la, abrindo a porta para drogas mais pesadas como a cocaína e a pasta base? Todos nós sabemos que isso acontece, e quem não sabe provavelmente precisa ir mais às ruas", argumentou a deputadaCamila Vallejo Dowling.
Ainda que os fatos sejam claros e até óbvios, infelizmente muitos ainda tentam empurrar a discussão para o campo da repressão e ampliação do direito penal, política que multiplicou o número de presos no país sem qualquer avanço no combate ao tráfico, mas que garantirá os lucros dos pretensos gestores do sistema prisional privado que alguns parlamentares, no esteio da votação da redução da maioridade penal, querem aprovar como uma suposta solução para a falta de vagas e o sucateamento do sistema prisional brasileiro.

Precisamos urgentemente de um debate sério e qualificado em torno das iniciativas para a regulamentação da cadeia produtiva, da venda, da posse e do autocultivo da cannabis, inclusive permitindo a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos no Brasil, o que é vedado pela atual legislação. Neste sentido, apresentei o Projeto de Lei 7270/2014 (http://migre.me/qGAwH), uma proposta que contempla as iniciativas mais avançadas em prática no mundo.Parabéns, Chile, por dar o primeiro passo rumo a uma política de segurança pública verdadeiramente efetiva, e que reconhece e respeita as liberdades individuais!

Relatório de CPI confirma ‘genocídio’ de jovens negros no Brasil


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros e Pobres apresentou relatório, na terça-feira (7), no qual afirma existir um “genocídio institucional” contra jovens negros no Brasil. O grupo pretende finalizar os trabalhos com um plano nacional de enfrentamento a violência contra jovens.
Após visitar três estados, com mais duas audiências externas marcadas em Porto Alegre e Recife, sexta-feira (10) e segunda-feira (13), o deputado e presidente da comissão, Reginaldo Lopes (PT-MG), afirma que há um “mito” de que não existe racismo no Brasil.
“O relatório definiu, de forma preliminar, que há racismo no Brasil e isso é justificado pelo número de mortes de jovens negros e pobres entre 15 e 29 anos, que fica próximo de 80% dos homicídios. Essa taxa se soma ao que chamamos de morte simbólica, quando há ausência de políticas públicas no estado”, explica o deputado.
O Plano Nacional de Enfrentamento proposto pela relatora Rosângela Gomes (PRB) deve ter a duração de uma década e seria avaliado a cada quatro anos. A comissão pretende ainda exigir que cada estado e município elaborarem seu próprio projeto para traçar metas e cumpri-las.
Segundo o presidente da CPI, o relatório traz ainda a diferença entre o nível educacional de brancos e negros, a qualidade de profissão e a remuneração de ambos. Segundo Lopes, o Brasil foi o único país que ao abolir a escravidão retirou 10 artigos do texto que previam direitos como terra e educação.
“A escravidão é uma herança histórica para o Brasil e queremos mudar o país violento que estamos vivendo para um lugar pacífico. Queremos diminuir o número de 60 jovens mortos para cada 100 mil habitantes para um número de apenas um digito”, afirma.
Os deputados pediram vista coletiva ao final da apresentação do relatório e devem votar o texto na próxima terça-feira (14).

quarta-feira, julho 8

Por que Heraldo nunca foi ofendido e Maju acabou discriminada?


Repórter especial em Brasília, Heraldo Pereira ocupa a bancada do Jornal Nacional na cobertura de folgas e férias do titulares desde 2002. Foi o primeiro jornalista negro na função desde a estreia do telejornal, em 1969.
Ser âncora do JN proporciona uma visibilidade muito maior do que ser ‘moça do tempo’. Então por que Heraldo, em 13 anos, nunca sofreu a mesma ofensiva racista direcionada a Maria Júlia Coutinho, que está na equipe do telejornal há apenas dois meses? Aliás, não foi a primeira vez que a jornalista tornou-se vítima de cyberbullying.
Apresento quatro conclusões pessoais e meramente especulativas:
Sexismo e misoginia – Homem pode chegar no topo da profissão. Mulher? Não, mulher não pode. É inegável que o racismo em relação a Maju está impregnado também de machismo. Na sociedade brasileira do século 21, o sexo feminino ainda é visto por muitos como inferior, menos capacitado, com menor mérito. Maria Júlia ‘ousa’ falar de igual para igual com seu chefe, William Bonner. Já chegou até a corrigi-lo no ar. Essa independência e a força feminina incomodam, ainda mais quando associadas à cor da pele. Estudiosos afirmam que, no Brasil, a mulher negra sofre ainda mais preconceito do que o homem negro.
Negritude explícita – Maria Júlia assume quem é. Usa cabelo black power e dispensa maquiagem que clareia a pele. Ela não tenta disfarçar (inutilmente) sua origem étnica, como muitos o fazem ao chegar à TV. Em mais de uma ocasião, a apresentadora Regina Casé disse que, se a mulher é negra, mas tem o cabelo naturalmente liso ou alisado, é vista e tratada como branca, ou quase isso. Mas se é negra e tem o cabelo ‘pixaim’ (termo usado por ela), aí passa a ter um grande problema para ser aceita. O preconceito estético relatado por Casé tem lógica. Obviamente toda mulher tem o direito de usar o cabelo do jeito que quiser. Maju prefere os cachos crespos que evidenciam sua negritude. Não tenta disfarçar para, talvez, ser melhor aceita.
Alto custo da popularidade – Todo mundo já ouviu falar do tal preço da fama. Não é balela. Cobra-se realmente um pedágio de quem conquista o sucesso. Estar no horário nobre da TV é tornar-se a vidraça para pedradas. O JN já teve dezenas de ‘moças do tempo’. Porém nenhuma conseguiu o mesmo destaque de Maju. O carisma a transformou, num período de poucos dias, em queridinha da Globo e do público. Esse status incomoda quem não tolera a ascensão alheia. Heraldo Pereira sempre teve uma performance discreta no Jornal Nacional. Restringe-se aos textos gerados no teleprompter. Já Maju é a expansividade em pessoa. Improvisa, ironiza, ri, domina a cena. Virou celebridade, tem fãs. Isso é ultrajante para quem se incomoda com a presença de mulheres e/ou negros numa posição de destaque.
Puro recalque – A melhor resposta para os ataques racistas partiu da própria Maria Júlia Coutinho. Numa rede social, ela mandou ‘beijinho no ombro’ a quem a ofendeu. Cito aqui uma frase do midiático pintor espanhol Salvador Dalí (1904-1989): “O termômetro do sucesso é a inveja dos descontentes”.
Fonte: Terra

terça-feira, julho 7

Que loucura do Corregedor da PM, Coronel Souza Neto. Será que fica na Corregedoria ?




O deputado federal Daniel Almeida (PCdob) classificou como "lamentáveis" as declarações do corregedor da polícia militar, coronel Souza Neto, ao afirmar que "se todos os policiais agressores fossem exonerados, as ruas ficariam sem policiais". "Lamentável que alguém que tem a responsabilidade de punir e garantir a integridade das pessoas faça esse tipo de manifestação. Acaba sendo um estímulo para cometer crimes", afirmou.
 
O comunista afirmou que vai fazer um pronunciamento na Câmara Federal nesta terça-feira (7), em defesa do jornalista, Marivaldo Filho.

Fonte:  Bocão News.

Câncer na boca acomete mais jovens por causa de sexo oral sem proteção


Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas no colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.

Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.

Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.

Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. 

Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.

Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.