sexta-feira, janeiro 18

Grupos de RAP se destacam nas produções independentes

Cada dia mais, a tecnologia vai avançando, surgem novas ferramentas e as pessoas vão utilizando-a como uma forma de expor seu trabalho. Ultimamente as redes sociais são as mais utilizadas, são nelas que os grupos de RAP de Lauro de Freitas estão ganhando destaque, mostrando materiais audiovisuais criativos e com qualidade acima de tudo. Produções totalmente independentes, em meio às dificuldades no cenário da música periférica, a falta de apoio, a falta de patrocínio e de oportunidades não ofuscam o brilho de quem luta para garantir o seu espaço. Neste contexto tem atuado os grupos de RAP Dinexo, Recém Chegado, TDI, Distorção Verbal e Tríplice Hip Hop.
Nos últimos lançamentos de 2012 temos em destaque os clipes Avalanche da Favela sexto videoclipe do grupo Tríplice Hip Hop e Dia das Bruxas do Grupo TDI. Ambos de Portão, importante bairro de Lauro de Freitas.

As duas produções apresentam um diferencial ao convencional que é o fato de os videoclipes serem produzidos pelos integrantes dos grupos e contarem com a colaboração e atuação de pessoas da própria comunidade. É notória a participação em todo o processo de produção. A comunidade comparece, ajuda na gravação e na divulgação do material pelas redes sociais.




AVALANCHE DA FAVELA é o sexto videoclipe do grupo Tríplice hip hop. As produções anteriores já conquistaram espaço na mídia como, abertura de jornais na TV, programas musicais e premiação em festivais de nível nacional e internacional.

http://www.youtube.com/watch?v=67FeITyTRjQ



O Clipe DIA DAS BRUXAS do grupo TDI marcou como primeira produção, e esta tendo uma boa repercussão na região. Foi apontado para compor as produções do ministério da justiça para divulgação do material em combate a violência nas periferias ambos contaram com o apoio de OG Cerqueira, da Harpia Filmes.

 http://www.youtube.com/watch?v=RLjPA8ph7vM

Por: Rilk Mc








terça-feira, janeiro 15

Hiper G Barbosa descumpre lei.



Consumidor denuncia descumprimento de lei por parte do Supermercado G Barbosa de Lauro de Freitas. 

Nosso leitor afirma que após passar muito tempo na fila do caixa, percebeu que a lentidão se dava por conta de não haver empacotadores e o trabalho era feito pelo próprio caixa que acumulava as duas funções.

" Solicito que a Delegacia do Trabalho faça uma visita e tome as providências para o que acredito se tratar de desvio ou acúmulo de função. Por onde anda o sindicato de tais trabalhadores?"

Com a palavra o sindicado dos comerciários de Lauro de Freitas

terça-feira, janeiro 8

Reflexões sobre o forno inclinado





O Brasil, país cuja economia já desponta como a 6ª mais poderosa do planeta e que, portanto, já goza do prestígio e respeito das nações mais influentes do mundo, não consegue equacionar problemas estruturantes que contrapõem radicalmente seu tão almejado status de nação desenvolvida.

O extermínio, o genocídio e a violência urbana em grande escala, que se apresentam como características de países em situação de guerra e/ou conflituosas, fazem parte do nosso cotidiano contrastando com a busca incessante, da elite brasileira, que almeja que o Brasil componha o rol dos países mais desenvolvidos do mundo.

A explicação pra tanto descompasso pode estar no processo de formação do nosso estado que se deu de forma defeituosa e nem todas as matrizes existentes foram consideradas em nosso projeto de nação. Por isso, é tão difícil crescer de forma uniforme. É por isso que, na mesma proporção que a economia cresce, visualizamos o aumento das violências que, alicerçadas nos mais diversos pilares, têm diminuído a nossa capacidade de disputa internacional. Fator esse que   nos torna menos atraentes e menos competitivos.

A especulação encontra nessa nossa desordem elementos pra nos tirar da rota dos investimentos. Somos como um bolo num forno inclinado que cresce mais pra um dos lados.

É impossível uma nação crescer de forma uniforme quando parte de sua juventude, ao invés de estar inclinada ao desenvolvimento do seu produto intelectual e criativo, passa a maioria do seu tempo buscando formas pra se manter viva. Não seremos uma nação bem sucedida pra ninguém enquanto jovens negros contam os dias pra sair da cadeia, ao invés de estarem debruçados sobre suas teses em final de curso. Enquanto uma parte da juventude brasileira (a elite) caminha rumo ao futuro, outra parte muito maior,  se esquiva das balas que lhes furtam a vida no presente.

Como se tornar uma nação rica e poderosa sem combater o racismo?
Como desenvolver sem fazer uma releitura do processo de construção de nação e estado brasileiro? Como crescer se ao invés de escrever teses que fortaleçam nossos argumentos nas disputas junto a Organização Mundial do Comércio, concentro meu tempo em denunciar a ação genocida estatal que dizima pessoas como eu, nos bolsões de miséria espalhados por todo nosso território?

Ricardo Andrade
PT - EPS
Lauro de Freitas
Bahia.

*Do informativo, Folha Vermelha
Edição 2 - Janeiro 2013

sexta-feira, novembro 23

2º Enconto Juvenil de Lauro de Freitas





Lauro de Freitas, vive o paradoxo de duas cidades, uma negra na periferia e outra branca no centro e orla. Estas duas cidades fazem parte do processo civilizatório da cidade desde do seu começo, tendo a cidade participado do ciclo da cana de Açúcar no final do Século XVIII, mas não conseguiu incluir de forma orientada os saberes e conhecimentos do povo negro, no processo de desenvolvimento da cidade. No final dos anos 70 com a expansão imobiliária de Salvador, mas uma vez viu-se a chegada de mais negros em Lauro de Freitas, trazendo seus fundamentos religiosos, para cidade , que era uma grande reserva verde, nos anos 80, mais uma vez houve um crescimento populacional em Lauro, com a chegada dos Condomínios de Classe Média, construídos por mãos negras, que foram morar na periferia da cidade.

Ao longo do tempo, estas diferenças aumentaram, gerando uma pressão social, emocional e econômica na periferia da cidade, que viu chegar situações de riscos sociais, sem que haja do Poder Público, a compreensão que é preciso valorizar as grandes contribuições civilizatórias do povos afro descendentes que são maioria na periferia da cidade, esta falta de alternativa e de políticas direcionadas para valorização da arte, da cultura, dos conhecimentos, dos saberes e fazeres, das tecnologias e da criatividade, fazem surgir um acirramento entre as pessoas que vivem nos territórios periféricos da cidade, gerando um problema social, que precisa de saídas criativas, capazes de estimular sobre tudo a juventude, que é mais atingida por esta situação, que a REVER DUDU, esta tentando com este evento, criar um pacto de entendimento, a partir de debates, que estimulem um novo olhar político destes jovens para a cidade que vivem, observando que os mesmos podem se organizar a partir de temas, mais recorrentes para o desenvolvimento de suas vidas e do Município onde vivem e moram.


Com o II Encontro Juvenil de Lauro de Freitas pretendemos criar um espaço de diálogos com os grupos “famílias” existentes no bairro de Itinga. A proposta é proporcionar a esses jovens um contato com organizações sociais que desenvolvem trabalhos em suas comunidades. Com isso, acreditamos que os mesmos serão provocados a pensar suas comunidades numa perspectiva de transformação.
Ao final do projeto, eles devem está aptos a repensarem seus papeis e participação nas comunidades onde moram. Serão conscientizados que o comportamento e as ações da juventude hoje, influenciarão e definirão a sociedade de amanhã.

Ricardo Andrade
Movimento Negro de
Lauro de Freitas
 

quarta-feira, novembro 21

Empresários não respeitam lei






Vários trabalhadores e trabalhadoras de Lauro de Freitas reclamaram o não cumprimento do feriado de 20 de novembro por parte de seus patrões. A maioria dessas reclamações partiram dos empregados de grandes intuições como Mix Supermercado e Lojas Insinuante que mantiveram as lojas funcionando, desobedecendo a lei promulgada.

Em comentário publicado nesse blog, um trabalhador afirma que fez diversas tentativas de falar com o sindicato, contudo, não obteve êxito, e não curtiu o feriado de 20 de novembro.
Cabe agora o vereador autor da Lei, Luis Maciel PT, e a própria câmara municipal dessa cidade mostrar à população, se o que se institui nessa casa tem ou não poder de intervir na vida das pessoas.

domingo, novembro 18

Negros são as principais vítimas de homicídios no País,






Negros são as principais vítimas de homicídios no País, revela estatística sobre violência

No mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, o enfrentamento à violência contra os negros ganha força e espaço para discussões em todo o País. Uma pesquisa de opinião pública, divulgada na semana passada pelo DataSenado, mostrou que a maioria da população brasileira acredita que os homicídios de brancos e negros ocorrem na mesma proporção. Em contrapartida, as estatísticas comprovam que essa proporção é desigual e crescente. O Mapa da Violência 2012 revela que o número de homicídios de vítimas negras cresceu 23,4% entre 2002 e 2010, enquanto o de vítimas brancas caiu 27,5% no mesmo período. Entre os jovens, os números são ainda mais alarmantes.

Dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde revelam que, apenas em 2010, mais da metade dos assassinatos registrados no Brasil (53,3%) foi de vítimas com idade entre 15 e 29 anos. Entre elas, 75% eram negras. "Para a polícia, o jovem negro já é culpado", afirma Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da Central Única de Trabalhadores (CUT) em São Paulo. Na opinião dela, projetos para capacitar os profissionais que lidam com os jovens, principalmente a polícia, são necessários.


Diante dos altos índices, o Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, que reúne mais de 30 organizações de defesa dos direitos humanos, elaborou uma carta-manifesto para chamar a atenção da sociedade sobre o atual cenário de violência. O documento alerta que os assassinatos têm sido sistemáticos e incidem, em especial, sobre a etnia negra. Cita, por exemplo, que a polícia foi responsável por 20% dos homicídios da capital paulista no primeiro trimestre deste ano. "O nosso objetivo é tentar, o quanto antes, acabar com o genocídio e extermínio de um grupo, uma etnia. Sem dúvida, o número de homicídios é maior do que o que mostram as estatísticas", afirma o pesquisador e militante do comitê, Ailton Santos.

Entre as ações em âmbito federal para tentar reduzir as estatísticas, a secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Ângela Nascimento – da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) –, destaca a criação do "Juventude Viva", um plano de enfrentamento à violência por meio de ações nas áreas da educação, saúde, cultura, esporte e acesso à Justiça. "É uma oportunidade de fortalecer a política nacional da igualdade racial e, sobretudo, uma ação articulada com a sociedade", explica Ângela.

Sancionado em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de tramitar durante 7 anos no Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial foi um ponto de partida no combate à discriminação e no compromisso do Estado brasileiro em promover políticas públicas, na opinião de Ângela. Para Alexandre Braga, presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro) de Minas Gerais, a aprovação foi uma vitória. "A grande conquista é ter um marco regulatório que norteia as ações governamentais no campo étnico-racial. Na prática, a população negra vivia excluída do processo social", afirmou o africanista, secretário nacional de comunicação da Unegro.

Fonte: http://www.folhauniversal.com.br/geral/noticias/racismo-mata-15896.html#vbtAmigo